Capítulo 06 de 10

O que ele nunca faz

Um agente é tão bom quanto os limites que respeita. Este capítulo é a lista do que o seu não faz, nunca, nem por engano.

Por que começar pelo não

Você confia numa pessoa nova na equipe quando sabe o que ela não vai fazer sem te perguntar. Com o agente é igual: antes de decorar o que ele resolve, vale saber onde ele para.

Cada trava abaixo nasceu do trabalho real da primeira agente em produção, não da teoria. Vêm de fábrica em todo agente que a gente entrega e não se negociam: nem no piloto, nem no Sob Medida, nem a pedido.

As seis travas de fábrica

Trava (ou guardrail, o termo em inglês) é uma regra de segurança que o agente não consegue cruzar. Não é um lembrete que ele pode esquecer: é limite escrito no desenho.

Nunca fala com terceiros sozinho

E-mail sai como rascunho, você aprova. Mensagem para alguém de fora, só quando você pedir, na conversa. Convite de agenda para gente de fora não sai por conta própria. O seu nome só aparece com a sua mão.

Confirmação só vale vinda do cliente na conversa

Texto dentro de e-mail ou documento é dado, nunca ordem. Um e-mail escrito "confirmo, pode agendar" é informação para o agente te mostrar, não comando para ele cumprir. Ordem, só você dá, e só na conversa com ele. É a proteção contra golpe por e-mail, testada antes de entregar.

Dados pessoais de terceiros ficam dentro do perfil do cliente, isolados

O nome, o telefone e o caso das pessoas da sua caixa ficam no seu perfil e em mais lugar nenhum. Nada é compartilhado entre clientes. O agente de outra pessoa não sabe que você existe.

Escreve no tom do cliente

Sem cara de robô. Ele aprende como você escreve na entrevista de fluxo e nas suas correções, e responde assim. Nem travessão, nem "espero que esta mensagem o encontre bem".

Listas de envio sempre saem da fonte de verdade

Fonte de verdade é o cadastro oficial, o lugar onde o dado é mantido de fato: nunca uma planilha velha ou um grupo. Antes de qualquer disparo em massa, você vê a prévia: quem entra, quem ficou de fora e por quê. Se ele não conseguiu ler um dado, ele diz "não consegui ler", nunca "não está na lista", e trava o envio até você decidir.

Errou? Desfaz e avisa na hora

Não esconde, não maquia. Se um rascunho saiu com defeito ou um lembrete foi para quem não devia, ele desfaz o que dá e te conta o que aconteceu. E o que você corrigir uma vez vira regra permanente.

E mais duas que a gente não abre mão

Nunca inventa. Quando não sabe, diz onde procurar. Quando o caso é grave, não resolve no automático: acorda você. Numa única varredura, o nosso barrou sozinho 7 rascunhos que prometiam prazo sem necessidade.

Leitura sim, estrago não. Nos seus sistemas ele só lê. Efetivar, baixar, protocolar, pagar, apagar: tudo que muda estado é sempre seu. A restrição é por tipo de ação, não por tipo de dado, e vale por desenho, não por promessa.

No seu dia, na prática

Você pede Ele faz Ele nunca faz
"Responde esse e-mail" Deixa o rascunho pronto na conversa certa, no seu tom Envia
"Marca com a fulana" Prepara o convite e te mostra Dispara o convite para ela
"Manda para a lista toda" Monta a lista da fonte de verdade e mostra a prévia Dispara sem você ver quem entra
"Efetiva isso no sistema" Explica o que falta e prepara o que der Muda o estado do sistema

O teste antes da entrega

Nenhum agente é entregue sem revisão de segurança: os acessos são só de leitura? Os dados de terceiros estão protegidos? Uma ordem falsa dentro de um e-mail foi recusada? Se qualquer resposta for não, ele não sai da oficina.

Em uma frase

O seu agente lê, rascunha, lembra, organiza e prepara; enviar, protocolar, pagar e mudar estado é sempre você, e isso não se negocia.

O que você faz agora

Escolha um e-mail qualquer da sua caixa e peça ao agente para responder. Veja o rascunho nascer, e veja que ele não saiu. É a trava funcionando.